Em 2020, falamos sobre as características dos Fundos Imobiliários – FII nas primeiras edições do ano, aqui do Programa de Educação Financeira e Previdenciária – Pefip.

Vimos que esses veículos de investimento captam recursos dos investidores para aquisição de imóveis ou títulos de crédito relacionados ao mercado imobiliário. O rendimento do investidor pode vir dos aluguéis recebidos, do ganho na venda dos imóveis pertencentes ao fundo ou, ainda, dos juros recebidos nas operações com títulos.

Vimos que os fundos imobiliários são listados na bolsa de valores e podem ser negociados da mesma forma que as ações. Atualmente, existem mais de trezentos FIIs em negociação. Os fundos atuam em segmentos específicos, tais como galpões logísticos, prédios comerciais, shopping centers, hospitais, agências bancárias e recebíveis imobiliários.

O investidor interessado em diversificar seus investimentos com esses instrumentos pode se perguntar: com tantas opções, como escolher os melhores fundos?

Uma boa opção pode ser escolher os fundos de investimento em cotas de fundos imobiliários, ou FIC FII. Como o próprio nome sugere, esse tipo de fundo investe em outros FIIs e, portanto, a decisão sobre quais FIIs escolher e qual peso cada segmento imobiliário terá na carteira será do gestor do FIC FII.

Contar com o auxílio de gestão especializada traz diversos benefícios. Primeiramente, precisamos lembrar que a avaliação dos segmentos imobiliários pode ser complexa e pode envolver desde uma boa leitura macroeconômica até análises mais específicas, como o desenvolvimento esperado para certas regiões geográficas, as perspectivas de subsegmentos econômicos e análises comparativas entre imóveis. Além da disponibilidade de informações para realizar esse tipo de análise, os gestores contam com valiosa experiência no segmento na hora de selecionar os melhores fundos.

Outra vantagem que os FIC FII oferecem é a diversificação do portfólio. Alguns fundos de fundos disponíveis no mercado investem em mais de sessenta FIIs. Dessa forma, com uma única cota, o investidor está acessando um portfólio completo e representativo do setor imobiliário. Essa pulverização dos ativos minimiza o risco do investidor e traz mais previsibilidade ao resultado do fundo ao longo do tempo.

Um outro ponto que merece destaque, frequentemente apontado como uma possível desvantagem, são os custos. Ao investir em fundos de fundos, o investidor pode pagar taxas de administração e de performance finais maiores do que pagaria ao investir diretamente nos FIIs. Apesar do aumento de custos, a performance do fundo pode mais do que compensar as despesas, além de trazer tranquilidade para o investidor.