Com a queda acentuada da taxa básica de juros, a especulação sobre os melhores tipos de investimentos cresceu. Afinal de contas, com os papéis remunerados pela taxa Selic rendendo tão pouco, é natural a busca por alternativas em renda fixa.

Especialistas têm sugerido títulos privados, como debêntures e certificados de recebíveis, a quem está em busca de mais rentabilidade. Mas, como avaliar as vantagens e desvantagens entre os tipos de investimento?

Os títulos públicos são conhecidos no mercado de investimentos pela alta liquidez e por oferecerem remuneração superior à da poupança. Eles são papéis da dívida pública e configuram uma espécie de empréstimo ao Governo.

O Tesouro Direto tem o objetivo de comercializar títulos da dívida pública federal com pessoas físicas. O programa facilita o acesso a esse tipo de investimento, possibilitando a aquisição de frações de títulos a partir de R$30,00.

Já os títulos privados são emitidos por instituições financeiras – são exemplos as Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) e as Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) –, por companhias de serviço securitizadoras de créditos – que emitem os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) – ou por empresas, como é o caso das debêntures, As LCIs e as LCAs são títulos emitidos por instituições financeiras que concedem crédito imobiliário e ao agronegócio, respectivamente. Esses ativos oferecem a vantagem de combinar boa rentabilidade e segurança, uma vez que tanto as LCIs quanto as LCAs são lastreados em operações de crédito imobiliário e rural. Da mesma forma, os CRI e os CRA, emitidos por sociedades securitizadoras, têm origem em negócios e transações no setor imobiliário e no agronegócio.

As debêntures são emitidas por sociedades por ações, de capital aberto ou fechado, com o objetivo de financiar projetos de expansão, por exemplo, e geram uma espécie de direito de crédito ao investidor, tal qual ocorre com os títulos públicos. Assim, em vez de contrair empréstimo bancário ou emitir novas ações, a companhia emite esses títulos para captar recursos junto a investidores, para mantê-los em caixa, para pagar outra dívida ou para viabilizar financeiramente algum projeto de seu interesse.

É importante destacar que há muitos arranjos possíveis na remuneração de um título de renda fixa, e esses detalhes são descritos no momento da oferta e na nota de negociação, registrada em nome do investidor.

Os títulos públicos ou privados, assim como qualquer outro investimento, são opções que devem ser analisadas criteriosamente de acordo com o perfil do investidor e com os seus objetivos